quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Depois da tempestade, a bonança...

e hoje o sol brilha com uma nova força e aquece - bem ao jeito do Algarve!
Vento não há nenhum e o frio parece que foi embora!
Pode ser que este tempo primaveril me traga nova força e me aqueça tanto a alma como o coração...
Pode ser que este tempo primaveril faça clarear os caminhos negros do meu interior...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

O dia em que, finalmente, eu chorei...

Hoje tenho chorado a partida de quem continua presente.
Choro de dor. Choro de abandono. Choro de medo. Choro de raiva avassaladora.
Tenho chorado como ainda não o tinha feito até então. Hoje todos os sentimentos emergiram das profundezas a que os tinha vetado.
Cheguei ao meu limite. Não consigo mais conter esta dor que me avassala, esta dor do abandono, que é a mais deprimente da solidão.
Como posso esquecer que sou esquecida? Como conseguirei engolir o nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia? Mas todas as lágrimas que chorei ainda não foram suficientes para desfazê-lo.
Como pode o meu pai ignorar-me desta forma?
Como pode o meu pai ignorar o quanto é importante e querido para mim?
Ele, que sempre foi o meu melhor conselheiro, o meu maior protector, o meu maior admirador, o meu maior exemplo masculino, o meu melhor professor, o meu melhor incentivo, o meu melhor socorro...
Sinto tanto a sua falta...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Desde que te conheci...

... sou porque tu és...!
A mágoa da vida que carregava em mim deu lugar a um novo e puro sentimento. Conquistaste-me de uma forma inexplicável e agradeço-te por cada segundo que comigo partilhas. Agora sou, e sinto-me, uma pessoa melhor! Comecei a dar valor a pequeninas coisas, que dantes me passavam completamente ao lado...
Sou feliz por te ter na minha vida, porque somos diferentes, mas olhamos juntos na mesma direcção, lutamos ambos pelos mesmos objectivos, ambicionamos ambos as mesmas coisas e até temos taras comuns... completamo-nos!
Já passámos pelo bom e pelo mau. Mas por amor aprendemos ambos a tolerar e a aceitar que a vida nem sempre nos sorri. Porque os obstáculos fazem parte da vida. Porque o bom é ultrapassá-los e vencê-los... juntos!
És o homem da minha vida, com todos os defeitos e virtudes que possas ter. Contigo conheci o Amor e depois conhecemos juntos o Amor incondicional!
Sei que não consigo atingir a felicidade sem vos ter aos dois a meu lado… Ambos são o sentimento mais puro e bonito que alguma vez vivi… São a minha verdadeira felicidade!!
Por mim, por ele, AMO-TE GIL, muito mais que quaisquer palavras possam exprimir, e tu sabes o quão importante és para mim...!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Elogio do sofá

Para muitos de nós, é a doença ou a perda de um familiar que nos faz encarar pela primeira vez a morte. A minha mãe tem um cancro incurável no pulmão, embora nunca tenha fumado. Uma tarde, enquanto estava deitada na cama ao lado dela, ouvindo a sua respiração e o tiquetaque do relógio na mesinha-de-cabeceira, percebi pela primeira vez na minha vida que o tempo, um dia, irá acabar para todos nós.
Decidi estar com a minha mãe o mais tempo possível. Isto não tem nada com o sentido do dever, mas quero estar perto dela para apreciar o tom das suas gargalhadas, para a tranquilizar e para me tranquilizar com a sua presença. Mas conseguir tempo para estar com ela foi o meu maior desafio. Tal como a maioria das pessoas que conheço, sou uma pessoa muito ocupada. Tenho um marido, um filho de 4 anos cheio de energia e uma casa para governar. Também mantenho um emprego muito exigente como co-apresentadora de um programa na Rádio 4 da BBC chamado You and Yours (Você e as Suas
Coisas).
Consenti a mim própria um sorriso forçado quando um dia cheguei ao emprego e me disseram que iríamos fazer uma série de programas para explorar o tema da falta de tempo.
A noção de que somos uma geração com escassez de tempo chegou até nós via Estados Unidos. Nunca tinha dado muita atenção a isto. Como é que eu – que sou uma pessoa com tantos electrodomésticos para poupar trabalho e um filho – tenho menos tempo livre do que a minha mãe, que teve seis filhos e nem sequer uma máquina de lavar?
Coloquei esta questão ao professor universitário americano que tem dedicado a vida ao estudo da falta de tempo. Ele salientou o facto de que, apesar de eu ter mais aparelhos para poupar trabalho, também tento manter a minha casa mais limpa do que a minha mãe.
«Somos uma geração que estabeleceu uma fasquia muito alta para si própria em quase todas as áreas da vida», disse ele. Lutamos para conseguir ultrapassá-los, criando horários tão sobrecarregados que andamos num constante estado de ansiedade.
Esta análise tocou num ponto fulcral. Eu desejo manter a casa mais limpa e arrumada do que a minha mãe. Tenho dinheiro para gastar em quadros, flores e mobília. Estou a tentar criar algo de perfeito e fico infeliz se vejo desarrumação ou pó. E, para ser sincera, gosto de exibir isso aos amigos.
O meu marido goza comigo e diz que eu faço desaparecer todo e qualquer vestígio de vida humana antes de alguém chegar...
As ideias do professor sobre o impacto das nossas vidas de trabalho soou igualmente verdade. O trabalho tornou-se uma nova religião, uma forma de satisfazer a ânsia de encontrar um significado para a vida. Tentamos trabalhar para a obtenção de uma identidade e de um meio para assegurarmos o nosso futuro. E porque investimos tanto tempo no nosso trabalho, gostamos de nos auto-recompensarmos com coisas materiais.
Muitas vezes, gastamos o dinheiro antes de o termos ganho. A dívida é uma reocupação
constante na nossa mente, mantendo-nos acorrentados a um trabalho monótono e árduo, mesmo quando ansiamos por uma folga.
O professor sugere que adoptemos a arte de «viver o momento» como um possível antídoto para o stress auto-infligido causado pela escassez de tempo. É um conceito budista que significa que devemos aproveitar e tirar prazer de cada momento e actividade, em vez de tentarmos fazer muitas coisas de uma só vez e de estarmos constantemente a pensar e a antecipar os trabalhos que aí vêm.
Naquele dia, depois de entrevistar o professor, fui a correr do trabalho para casa a fim de levar o meu filho a um grupo de trabalho pós-escolar. Vendo como eu estava cansada, o meu marido ofereceu-se para o levar à aula, deixando-me com uma hora de tempo livre.
Comecei a fazer os preparativos para o jantar e descobri que me restava meia hora, por isso pensei que ainda conseguiria fazer uma daquelas pequenas tarefas do tipo «faça você mesmo». Mas, em vez disso, parei. Pensei em viver o momento e fui sentar-me no sofá.
Estava uma tarde bonita e, pela primeira vez em dois anos, desde que nos mudámos para esta casa, sentei-me sossegada a apreciar a vista. Vivemos numa aldeia na orla de Cotswolds, e a luz do Sol conferia à pedra uma cor próxima do caramelo. Aqueles vinte minutos pareceram imenso tempo, e, na verdade, quando o meu filho chegou eu já estava descontraída.
Desde então, e sempre que tenho oportunidade para isso, tenho praticado a arte de viver o momento. Apaguei da minha agenda tudo o que não era essencial, adiei os planos para a casa e jardim e recusei algum trabalho extra de prestígio.
A doença da minha mãe só acontece uma vez na vida e é nisso que estou concentrada. Nem uma só vez me senti pressionada ou privada de tempo para mim própria. À minha mãe é que foi, na verdade, roubado tempo, e isso fez com que eu libertasse a minha mente de tudo o que acreditava – erradamente – ser importante.
Ontem, sentei-me e vi um filme com o meu filho. E vi-o de facto. Não tentei ler um jornal ao mesmo tempo, como costumava fazer. Depois, observei-o enquanto adormecia e ouvi o tiquetaque do relógio, à medida que os momentos passam e não voltam mais.
Há coisas simples que podemos fazer para enriquecer as nossas vidas. O perigo maior reside na nossa pressa de saltar a fasquia que estabelecemos para nós próprios, esquecendo-nos de que o tempo é uma fonte limitada.

Winifred Robinson - Adaptação Selecções do Reader’s Digest - Outubro 2004

Ele há dias…


... em que eu própria me sinto insuportável!
Durmo mal, acordo tarde e já cansada, o banho não faz efeito, o iogurte sabe mal, não tenho tempo para o café...
E o dia corre devagar, mas cheio de pressa...!!!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Saudades...

O Carnaval não é, para mim e para o G., um festejo com qualquer interesse, antes pelo contrário. Passamos muito bem longe de todas e quaisquer mascarinhas. Tanto que este carnaval éramos para ter ido dar um passeio até terras do Gerês. Adiámos a ida porque o pitukinho entretanto adoeceu. Espero é que esses dias estejam para breve porque já ando a stressar de novo...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Rapto ou sequestro?

Alguém me sabe explicar porque é que, parece que por vontade própria, os elementos da página que aqui estavam do lado direito, migraram todos para o fundo da página??
E encarecidamente, alguém me consegue explicar como é que os coloco aqui em cima de novo?

Resultado da Biópsia

Lá fui caminho da minha médica, com o resultado dos exames, incluindo a biópsia. Esta acusou cervicite cronica reagudizada com paraqueratose. Aparentemente estes palavrões querem apenas dizer que existem modificações celulares causadas por uma inflamação do colo de útero.
A dra. não foi tão optimista quanto os outros dois médicos que me viram, mas também não dramatizou a coisa. Para já vou fazer análises e ecografias, inclusivé ao peito. E em Junho terei que repetir a biópsia e a citologia, desta feita com tipificação do HPV.
Continuo a aguardar então...