terça-feira, 30 de março de 2010

ConFuSas ConFusÕeS

Eu tenho por ser uma pessoa que não gosta de confusões: nem de fazê-las nem de estar no centro delas. Mas de vez em quando dou por mim tão embrenhada no meio delas que chego a duvidar de palavras e actitudes que disse ou tive. E fico sem saber o que fazer...
O G. tem-se revelado um verdadeiro amigo e confidente nestas situações. Porque, como todas as outras pessoas, eu também fico desagradada com certas situações ou gosto menos de outras. E sinto necessidade de desabafar. E é no G. que eu tenho encontrado o meu porto de abrigo e de equilíbrio nestas alturas.
Quando lhe contei esta situação em concreto (esta, que me apoquenta agora) a resposta que ele me deu aliviou-me a consciência.
Ele diz que as mulheres arranjam conflitos por coisas que, por norma, passam ao lado dos homens. E que é nisso que ele me acha diferente, porque raramente me ouve criticar alguém.
E acho que é verdade. Não é que as coisas me passem desapercebidas. Não. Mas não acho que devo remetê-las para tão elevado grau de importancia, ao ponto de magoar outras pessoas só porque não pensam ou agem como eu, ou porque têm um feitio menos compatível com o meu. Tento antes arranjar justificações para actitudes que não se ajustam à minha maneira de ser ou de pensar. Porque cada um é como cada qual.

Li em tempos um artigo de Patricia Love, uma psicoterapeuta, no qual ela afirmava que quanto mais se fala sobre um assunto mais se avoluma o problema, mais complicado fica contê-lo, isolá-lo e mantê-lo num tom civilizado sem acrescentar detalhes ao conteúdo.
Talvez seja por isso que eu falo pouco sobre o que não me agrada, preferindo antes remeter-me ao silêncio. Dizer o quê? Falar não resolve nada...
Acho que quanto mais gosto das pessoas mais emudeço...

2 comentários:

Angela disse...

Eu também detesto confusões, quanto mais longe de mim melhor. E também não sou de me manifestar. Prefiro manter-me um bocado à parte.
Mas esse artigo que leste tem muita razão e acho que todos devíamos agir assim.
Quando mais mexemos numa ferida mais ela doí e nas confusões a coisa é igual.
Espero que estejas bem e que essa confusão passe depressa e que não te afecte.
Beijinhos grandes.

Mamã artesã disse...

O G. tem toda a razão. Nós, mulheres, temos tendencia para dramatizar qualçquer coisa que nos aconteça e mesmo uma coisa mínima, acaba por nos afectar mais do que o desejável.
Como se costuma dizer: quanto mais se mexe na m€rd@, mais mal ela cheira.
Beijocas
Sofia